quarta-feira, 29 de abril de 2009

FORD Landau Galaxie

A Ford instalou-se no Brasil em 1°. de maio de 1919 para a montagem de automóveis Modelo T e caminhões TT, com peças importadas da matriz americana. O primeiro Ford fabricado no país, concluído em agosto de 1957, era um F-600 para seis toneladas, com motor V8 a gasolina e 40% de nacionalização. A picape F-100 começava a ser feita em outubro.
Foram precisos 10 anos para que a Ford passasse a produzir aqui um carro de passageiros. E, apesar da escassa motorização dos brasileiros, o modelo escolhido não era econômico e acessível, mas luxuoso e caro: o Galaxie 500, baseado no que os EUA fabricavam desde 1965. A primeira unidade era produzida em 16 de fevereiro de 1967, marcando um momento histórico para a Ford e, por extensão, para a indústria nacional.Externamente era muito semelhante ao americano, com porte avantajado (5,3 metros de comprimento, 2 m de largura, 3,02 m entre eixos), enorme balanço traseiro e o predomínio de linhas retas. Os parrudos pára-choques, as calotas, frisos, grade e o retrovisor eram cromados, seguindo a tendência da época. De cada lado da ampla grade vinham dois faróis redondos sobrepostos; as lanternas traseiras eram retangulares.O espaçoso interior acomodava com folga lateral até seis pessoas em dois bancos inteiriços, permitidos pela montagem da alavanca cromada do câmbio, manual de três marchas, na coluna de direção. O painel tinha escalas horizontais nos instrumentos e diversas luzes-piloto. Duas delas indicavam motor frio e superaquecido, em vez de um marcador de temperatura analógico; outra apontava o uso do freio de estacionamento, acionado por pedal e liberado por alavanca. Integrado ao conjunto estava um rádio ainda não-transistorizado.
O sistema de ventilação forçada promovia alguma renovação de ar e o desembaçamento do pára-brisa. Os quebra-ventos eram movimentados por pequenas manivelas e molas limitadores de posição das portas permitiam mantê-las abertas em dois ângulos: 45° e total. Tão extenso era o porta-malas que, à frente de toda a bagagem, ainda cabia o enorme estepe em posição horizontal.
O Galaxie era construído sobre um chassi de longarinas, de desenho perimetral e não tipo escada, e trazia carroceria com deformação programada na frente e na traseira, um fator de segurança. As suspensões, tradicionais, empregavam molas helicoidais bastante macias, em benefício do conforto; os freios eram a tambor nas quatro rodas. Os primeiros modelos vinham com o robusto motor V8 do F-100, de 272 pol3 de cilindrada e comando de válvulas no bloco, que desenvolvia 164 cv de potência e 33,4 m.kgf de torque.
Não era o ideal para o elevado peso do Galaxie, 1.780 kg: as acelerações eram lentas, de 0 a 100 km/h em 15 s, e a velocidade máxima ficava em 150 km/h. 
Nos anos seguintes recebia novos equipamentos que acentuavam seu conforto. Na linha 1969 passava a ser oferecido na versão LTD. O acabamento mais refinado incluía teto revestido em vinil, grade e frisos diferenciados, tapetes espessos, painel e portas com revestimentos em jacarandá da Bahia, retrovisor externo com ajuste interno, lampejador de farol alto, espelho de cortesia no pára-sol direito e apoio de braço central no banco traseiro.
Junto do LTD vinha um motor de 292 pol3, 190 cv e torque de 37 m.kgf, para melhora razoável no desempenho. O ar-condicionado tinha evaporador, comandos e difusores de ar ainda sob o painel, enquanto a direção assistida era tão leve que o volante podia ser movido com um só dedo.

A combinação do motor 292 ao câmbio manual tornava-se disponível apenas no modelo 1970 do Galaxie 500. Atingia 160 km/h reais de velocidade máxima. A mesma época marcava o lançamento do Galaxie básico, mais simples e acessível. Despojado no acabamento interno e externo, perdia a direção assistida, a ventilação forçada, o rádio e muitos cromados.
Um ano depois a Ford apontava para o caminho oposto, o do requinte, com o LTD Landau. No caso deste Ford não havia capota conversível, mas um adorno nas colunas traseiras simulava a tal dobradiça. 
Além desses e de outros adornos, o Landau trazia um vidro traseiro reduzido, para tornar o interior mais privado e aconchegante; calotas raiadas, revestimento da capota em vinil corrugado, por fora, e material aveludado, por dentro; e revestimento dos bancos em couro, opcional, ou em cetim. Havia luzes de leitura na traseira, controladas pelo motorista, e dois alto-falantes em vez de um só. O câmbio podia ser manual ou automático.
Os freios tinham servoassistência e nas demais versões eram aprimorados, mas mantendo os tambores: só em 1972 surgia a opção pelos dianteiros a disco, mais eficientes e resistentes ao uso contínuo. No ano seguinte, alterações de estilo na grade, lanternas e pára-lamas traseiros davam-lhe um ar mais atual. A versão básica era descontinuada.
A alta da gasolina que se seguiu gerou dificuldade nas vendas de carros grandes e que consumiam muito, fazendo com que só em 1976 a Ford voltasse a efetuar modificações.

Cruzadores Classe Virginia USA

A Marinha Americana iniciou um enorme programa de construção de cruzadores no início de 1942, para suplementar o programa "Marinha de Dois Oceanos" de 1940. Três tipos básicos foram trabalhados nesse programa: a classe Cleveland de cruzadores leves de escolta, a classe Baltimore de cruzadores pesados e a classe Atlanta de cruzadores antiaéreos. Os Cleveland de 10.000t foram um desenvolvimento natural dos Brooklins anteriores a guerra, sendo sacrificada a quinta torre tripla de 6 polegadas por uma bateria antiaérea mais pesada de seis canhões duplos de 5 polegadas. Eles estabeleceram o recorde da maior classe de cruzadores já encomendada. Ainda que nove deles tenham sido convertidos em Porta-Aviões leves, 30 chegaram a ser concluídos entre 1940 e o final da segunda guerra. A classe Baltimore se assemelhava aos Clevelands por terem convés corrido e duas esguias chaminés tampadas,porém, seus projetistas estavam livres do limite de 10.000t, de modo que eles se elevaram a 13.000t. Essas duas classes constituíram um progresso lógico dos cruzadores americanos que as antecederam, mas a terceira classe levou a uma ruptura radical. A classe Atlanta assemelhava-se aos cruzadores britânicos da classe Dido por serem muito menores 6000t que os cruzadores-padrão da marinha americana. Embora seu objetivo tenha sido a defesa antiaérea da esquadra, sua função acabou sendo a de destróier-líder e combater unidades da marinha japonesa durante a Segunda Guerra Mundial 
BR> . À medida que o final da Segunda Guerra se aproximava, o vasto programa americano de cruzadores foi perdendo fôlego e cedendo lugar a um programa de navios de desembarque tipo LST. Em 1944-45, 35 cruzadores de todos os tipos foram cancelados, em prol de navios LST de desembarque. O que caracterizou todas as classes de cruzadores da Marinha Americana foi sua uniformidade de equipamentos e o maciço armamento antiaéreo.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Tanque Abrams


Tanque Abrams M1A1 do 64º Blindado da 3ª Div dos EUA
A história do tanque Abrams começou dentro do mesmo programa modernização que resultou no Hummer e no transporte de tropas Bradley. O primeiro exemplar da série M1 ficou pronto, em 1978 produzido pela General Dynamics. Os americanos costumam dar os nomes de ex-generais aos seus tanques como: Sherman, Patton, Sheridan e entre outros, o de Creighton W. Abrams, ex-chefe do Estado Maior e comandante do 37o Batalhão Blindado. Ao todo o exército americano recebeu 3.273 unidades do M1 e 4.796 do M1A1.
O tanque Abrams tinha a principio um canhão principal de 105 mm depois substituído por um de 120 mm, e seu armamento secundário consiste de três metralhadoras (12.7 mm antiaérea e 7.62 mm giratória na torre - Ambas possuem rotação de 180 graus e podem disparar de alto a baixo, entre -30 graus e 65 graus em relação ao horizonte; e uma de 7.62 mm coaxial) e um lançador de granadas de 40 mm. Tem também uma turbina com potência de 1,5 mil cavalos. A blindagem é formada por um sistema de várias camadas de metal, para barrar os tiros, intercaladas com 3 camadas de cerâmica, para bloquear o calor dos disparos. O casulo blindado protege os quatro passageiros, o motor, o tanque de combustível e os comandos do tanque. A blindagem especial de três camadas de cerâmica, que oferece maior proteção sem aumentar o peso do veículo. Ele resiste a impactos diretos de projéteis antitanque e é vedados contra radiação e armas químicas. Um sofisticado sistema de controle permite a esse tanque disparar em movimento, o que representa um avanço revolucionário em comparação aos tanques M60, que tinham que interromper sua marcha para abrir fogo. Graças a um moderno equipamento de visão térmica, os artilheiros podem enxergar de noite, através da poeira ou da fumaça é usar a sua mira computadorizada para engajar o inimigo.
Graças a um sistema de engrenagens acopladas à carroceria, a torre consegue girar até 180 graus, aumentando a autonomia para usar o canhão e as metralhadoras. A ligação com a carroceria é feita por meio de uma passagem onde fica o artilheiro
Em contraste com as vantagens que possui para o combate, seu tamanho e seu peso constituem sua principal desvantagem. O avião americano de maior envergadura, o C-5, só pode transportar um tanque Abrams de cada vez. Além disso, o transporte marítimo representa um deslocamento muito lento para estes equipamentos quando eles precisam ser usados em situações de emergência. Especificações: Comprimento: 9,8 metros Velocidade máxima: 68 km/h
Autonomia: 426 km Peso: 62 toneladas Preço (2003): 4,3 milhões de dólares

Tripulação: 4 homens
- O comandante é o responsável pelo andamento da missão. Sua função é transmitir ordens táticas aos outros três ocupantes.
- O artilheiro é o segundo na hierarquia do tanque. É ele quem controla o canhão principal e as metralhadoras.- O municiador mantém as armas sempre carregadas e cuida dos sistemas de comunicação.- O piloto é quem dirige o tanque. Uma das tarefas é encontrar o caminho menos acidentado.